Dois passos de dança, um suspiro, o restolhar de uma saia de cetim. Um aperto, um abraço, um descuido. Riso, sorriso, rir com os olhos também, e não só com os lábios.
Há palavras que engasgam, que se enrolam na garganta, mas quando dançamos elas desenrolam-se e descem, e espalham-se por todo o corpo e libertam-se nos nossos movimentos. Sincronia, empatia, comoção.
Tenho receio de estar muito próxima, ou talvez demasiado afastada. Não sei, de todo, onde estou. Em que ponto da sala, do mundo, do universo. Movo-me a cada instante, moves-te comigo, movemo-nos juntos porque só assim faz sentido: juntos e não uma soma de dois. Há vozes, há gritos, há melodias que, também elas, nos penetram os ouvidos, os braços, os pés. Os poros.
Respiro e não respiro, porque quando canto não respiro normalmente: canto o ar, lanço-o e brinco com ele – e eu canto sempre enquanto danço contigo. Já vês porque fico ofegante.
Há palavras que engasgam, que se enrolam na garganta, mas quando dançamos elas desenrolam-se e descem, e espalham-se por todo o corpo e libertam-se nos nossos movimentos. Sincronia, empatia, comoção.
Tenho receio de estar muito próxima, ou talvez demasiado afastada. Não sei, de todo, onde estou. Em que ponto da sala, do mundo, do universo. Movo-me a cada instante, moves-te comigo, movemo-nos juntos porque só assim faz sentido: juntos e não uma soma de dois. Há vozes, há gritos, há melodias que, também elas, nos penetram os ouvidos, os braços, os pés. Os poros.
Respiro e não respiro, porque quando canto não respiro normalmente: canto o ar, lanço-o e brinco com ele – e eu canto sempre enquanto danço contigo. Já vês porque fico ofegante.
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